Astronomia Amadora

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Sab Out 28, 2017 6:21 pm por Admin
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28/10/2017


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Qui Set 28, 2017 8:44 pm por Admin
Construi este Fórum na expectativa de poder captar a atenção dos astrónomos amadoras - e também dos experts na matéria -, para trocarmos conhecimento, nomeadamente para quem se inicia na astronomia amadora e na astrofotografia.

Seria bom ter aqui um ponto de encontro, tipo conversa de café, onde poderiam ser debatidos temas relacionados com a finalidade deste Fórum.

Assim e como ainda …


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 Qual o melhor telescópio para observar as estrelas e os planetas?

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MensagemAssunto: Qual o melhor telescópio para observar as estrelas e os planetas?   Sab Out 07, 2017 11:34 pm

 

Qual o melhor telescópio para comprar?

Uma das primeiras perguntas feitas pelos candidatos à astrónomo amador é sobre qual equipamento é o melhor para começar os estudos. Perguntas como “o que vai dar para ver?” ou “dá para ver Júpiter e as estrelas?” são as mais comuns e deixam qualquer principiante da astronomia completamente perdido ante a compra de um instrumento.

Apenas para você não se iludir, saiba que aquelas imagens que acompanham as embalagens dos produtos ou aquelas cenas deslumbrante vistas na Internet ou na televisão são impossíveis de ser captadas por telescópios. Nem mesmo o telescópio espacial Hubble é capaz de obter paisagens tão impressionantes. Imagens deste tipo são capturadas graças à longas exposições fotográficas onde uma mesma área do espaço é registada por horas, dias e até mesmo meses, produzindo diversas cenas que são depois somadas, ou como se diz no linguarejar astronómico, “empilhadas”.

Resolução

Experimente desenhar dois pequenos pontos, bem próximos um do outro, em uma folha de papel. Pregue esta folha na parede e afaste-se dela até não conseguir mais distinguir um ponto do outro. Quando isso acontecer a distância angular entre os dois pontos será de aproximadamente 2 minutos de arco, ou 2′.

Esse valor é típico da vista humana normal e significa que dois objectos com distância angular inferior a esta serão percebidos pelos olhos como um objeto único. Algumas pessoas com excelente visão conseguem distinguir pontos mais próximos, de aproximadamente 30 segundos de arco (quatro vezes melhor), mas são excepções.

Saiba mais:

Estrelas Duplas

No céu existem milhares de estrelas visualmente muito próximas entre si e devido à limitação explicada acima elas se parecem como um único ponto. O exemplo mais famoso é a estrela Alpha Centauri, localizada a leste do Cruzeiro do Sul.

Vamos aqui listar alguns tipos de equipamento e sua capacidade de captura de imagens, Confira:

Vista sem o uso de instrumentos Alpha Centauri é um ponto bastante brilhante, mas quando observada através de um pequeno telescópio percebe-se claramente que não se trata de uma única estrela, mas sim de duas, Alpha Centauri A e B.

Se olharmos este mesmo conjunto de duas estrelas com um telescópio dotado de uma objetiva maior, veremos que existe outra estrela próxima a ele, Alpha Centauri C, também chamada de Próxima Centauri.

Como deu para perceber, o poder de separação de um telescópio cresce proporcionalmente com o diâmetro da objectiva principal. Uma objectiva de 100 milímetros (10 cm) de diâmetro tem um poder de resolução de 1 segundo de arco (1”), ou seja, é 120 vezes melhor que nossa vista. Em outras palavras, com um telescópio de 100 milímetros de abertura é possível “resolver” uma separação angular de apenas 1 segundo de arco, 120 vezes mais “colados” do que aqueles que conseguimos ver com nossos olhos.

Resumindo, um telescópio melhora a capacidade do olho em resolver sistemas muito próximos, permitindo observar detalhes completamente impossíveis de serem vistos sem o uso de instrumentos, separando objectos que à vista desarmada pareceriam um único ponto.

Magnitude Visual

Outro detalhe importante que o principiante deve conhecer se refere ao brilho dos objectos, medido em magnitudes. Nesse sistema, inventado pelo grego Hiparco no ano de 129 a.C, quanto maior a magnitude de uma estrela, menor será o seu brilho. Assim, estrelas com magnitudes negativas serão mais brilhantes do que aquelas com magnitude positiva. Veja alguns exemplos:

Brilho da Lua Cheia: magnitude de -13
Estrela Sirius, a mais brilhante do céu: Magnitude -1.45
Limite da visão humana: +6
Binóculo de 50 mm: +9
Plutão: +15.1
Limite dos maiores telescópios terrestres: +28
Limite do telescópio Hubble: +30

Pela tabela acima é fácil constatar que nenhum objecto com magnitude superior a +6 pode ser visto pelo olho humano, mas um pequeno binóculo de 50 milímetros já permite ampliar este limite para 9 magnitudes, um brilho 15 vezes mais fraco!

O que dá pra ver?

Como explicado, o que realmente dá poder a um telescópio é sua “abertura”. No caso dos telescópios refractares, aqueles formados por lentes, essa “abertura” é o próprio diâmetro da lente que fica à frente do instrumento, chamada de objectiva. Nos telescópios reflectores essa “abertura” é dada pelo diâmetro do espelho principal. Quanto maior a abertura, mais luz se pode captar, além de permitir maiores aumentos.

Ampliação

E não se esqueça: o aumento máximo permitido por um telescópio é o dobro da sua abertura. Assim, um telescópio de 60 milímetros de abertura proporciona no máximo 120 vezes de aumento, enquanto um com 200 milímetros permite aumentos de até 400 vezes. Isso significa que telescópios com 60 milímetros de abertura não conseguem aumentar 700 vezes!

Exemplos Práticos

A tabela abaixo mostra o que se pode ver com diversos tipos de telescópios, levando-se em conta que os mesmos estejam instalados em local escuro e longe de fontes de poluição luminosa e atmosférica.

atenção: Nunca olhe para o Sol sem filtro de protecção, com ou sem telescópio – Risco de cegueira.

Telescópio Refractor de 50 milímetros



Com este simples telescópio já é possível observar estrelas de 9 magnitudes, além de permitir os primeiros estudos topográficos da Lua. Também é possível fazer observações das manchas solares e de suas fáculas (material luminoso que se observa nas imediações da mancha), desde que o instrumento esteja equipado com filtro ou anteparo de observação solar.

A observação de Júpiter também se mostra interessante. É possível perceber o achatamento polar do planeta e ver com facilidade seus quatro principais satélites. A observação de Vénus permite o estudo de suas fases e apontando as lentes para Saturno é possível perceber seus anéis, mas forma minúscula. Marte é uma pequena bolinha, quase sem definição.

Um instrumento de 50 milímetros permite distinguir estrelas duplas com separação de 5 segundos e contemplar alguns aglomerados como as Plêiades, Híades e também a nebulosa de Órion M42.

Telescópio Reflector de 60 milímetros



Este é um típico instrumento popular e apesar da pequena diferença com relação ao modelo anterior, com ele já é possível ver estrelas de 10 magnitudes e resolver sistemas duplos com separação de 3 segundos de arco. Apontando a objectiva para Saturno já é possível ver Titã, seu principal satélite, embora o planeta apareça bem pequeno e se assemelhe a uma micro miniatura.

A Lua se mostra ligeiramente mais interessante e suas crateras apresentam mais detalhes do que vistas em um instrumento de 50 milímetros. Detalhes das sombras lunares já chamam a atenção e os relevos das bordas do disco lunar são claramente notados. Não existe muita diferença ao se observar Marte ou Vénus e ambos se parecem como bolinhas arredondadas. Mesmo assim já é possível perceber as fases venusianas.

Telescópio Refractor de 75 milímetros



Um interessante instrumento de baixo custo, mas bem superior aos modelos de 50 e 60 milímetros. Com ele já dá para ver estrelas de 11 magnitudes e separar objectos distanciados por até 2 segundos de arco. Em Marte as calotas polares já são distinguidas como um pequeno ponto branco sobre a borda avermelhada do planeta e já é possível reconhecer a região de Syrtis Magna. Em um telescópio de 75 milímetros Marte ainda se parece com uma pequena bolinha avermelhada.

Júpiter começa a revelar alguns detalhes impossíveis de serem visto com telescópios menores e o ligeiro aumento na objectiva ja permite que o observador perceba as faixas equatoriais do gigante gasoso. Em Saturno os detalhes também começam a despontar e a divisão de Cassini em seus anéis também começa a ser vista, se bem que de forma bem ténue. Os quatro satélites, Titã, Rhéa, Japeto e Thetis finalmente podem ser observados com facilidade e são vistos como pequenos pontos luminosos.

Telescópio Refractor de 95 milímetros



Superior ao modelo anterior permite observar objectos celestes de 11.5 magnitudes e desdobrar estrelas com 1.5 segundo de arco de separação. O instrumento também capacita o astrónomo a detalhar melhor os discos planetários e as sombras das manchas solares. Devido ao maior diâmetro da objectiva os aglomerados estelares se tornam mais nítidos e mais fáceis de serem contemplados.

Telescópio Refractor de 110 milímetros ou Reflector de 120 milímetros



Telescópios ideais para os amadores que já adquiriam experiência com modelos menores. Permitem ver objectos de magnitude 12 e separar sistemas estelares com 1.5 segundo de distância entre suas componentes. Quando em oposição favorável permite até mesmo vislumbrar algumas particularidades topográficas de Marte.

Na Lua, as ranhuras da superfície passam a ser perceptíveis. Em Júpiter, os detalhes das faixas se tornam mais claros e em Saturno é possível reconhecer seu anel sombrio. O aumento da objectiva em relação ao modelo de 95 milímetros revela mais um satélite ao redor de Saturno: Dionéia.

A nebulosa de Lyra, muito apagada nos outros instrumentos, ganha vida neste instrumento.

Telescópio Reflector de 150 milímetros



Objectos muito escuros, da ordem de 13 magnitudes passam a ser observáveis. Permite também a identificação de algumas manchas aleatórias nos discos planetários de Mercúrio e Vénus, além do estudo das variações de tonalidades e dos aspectos lunares.

Em Marte é possível perceber as variações que ocorrem nas calotas polares enquanto as faixas de Júpiter são vistas com bastante nitidez. Um telescópio desse porte também permite a separação de estrelas com menos de 0.8 segundos e os aglomerados mais difíceis de serem vistos já apresentam suas feições típicas.

Utilizando uma ocular de aumento médio alguns detalhes de Urano começam a ser visíveis, embora o planeta seja apenas um difuso disco planetário. Isso ajuda a distingui-lo entre o fundo estelar mas nenhum de seus satélites ainda pode ser visto.

Telescópio Reflector de 200 milímetros



Um excelente instrumento para o amador sério que deseja ampliar seus conhecimentos.

O grande diâmetro do espelho capacita o astrónomo a ver os objectos do céu profundo, conhecidos por DSO, ou Deep Sky objects com mais de 13.5 magnitudes. Astrofotografias de alta resolução dos planetas e satélites já fornecem resultados de grande qualidade técnica.

Telescópio Reflector de 300 milímetros



Sonho de consumo da grande maioria dos astrónomos amadores, um reflector de 300 milímetros permite com folga as observações dos satélites de Urano e de Tritão, satélite de Neptuno, além de poder desdobrar sistemas de 0.4 segundos de arco. Seu grande tamanho permite que objectos de 14 magnitudes possam ser vistos. Mesmo assim, qualquer tentativa de observar Plutão será fadada ao fracasso, uma vez que o planeta-anão tem brilho de apenas 15.1 magnitudes.

Astrofotografias digitais e registros espectrográficos feitos com um telescópio de 300 milímetros dotado de acompanhamento automático permitem o estudo sério de inúmeros detalhes das superfícies e atmosferas dos planetas.

Via Apolo 11
Por Priscilla Kinastem 11/04/2016


Graduada em ciência e tecnologia. Apaixonada por ciências e tecnologia e entusiasta das infinitas possibilidades do Universo!


A minha próxima aquisição, sem olhar a tecnicismos superiores, será um telescópio Skywatcher N 150/750 PDS Explorer BD



ou um Skywatcher N 200/1000 PDS Explorer BD.




Enquanto uns gastam €€€ em almoçaradas, jantaradas, passeatas, divertimentos, etc., eu, que já tive tudo isso e em grande escala durante os 50 anos em que andei na música, prefiro investir em conhecimento apesar dos meus 71 anos (quase 72). Como diziam os meus Avós, aprender até morrer... Pelo menos vou p'rá cova menos estúpido...

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